Boa noite!
Pretendo voltar a escrever aqui, mas esse é um processo gradativo. =p
O texto abaixo, de minha autoria, foi escrito numa época um pouco complicada e que uma palavra define: Decepção. É Muito difícil acreditar em alguém e ver tudo que pensávamos ir por água abaixo. Difícil recomeçar, mas nada que a força de vontade não consiga resolver.
Obs: O texto é apenas uma forma de enxergar o que aconteceu.
Então, é isso. Grande beijo
Ah! Foi publicado nas minhas notas do Facebook.
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Percebi
Quando percebi, estava alí, parada, com as flores na mão.
Enquanto a chuva caía sobre meu rosto desapontado.
Olhei para um lado, para o outro e você não aparecia.
Debrucei sobre os muros da ponte, te procurando mais uma vez.
Nem sinal, você não iria aparecer naquele dia.
Voltei pra casa no ônibus e todos me olhavam como se as flores fossem minhas.
De fato eram, mas seriam minhas até que você as recebesse.
Eu mal sabia que elas permaneceriam na minha sala até que o tempo as tirasse a vida.
7 dias depois, uma semana, 168 horas.
Acordei com o despertador do celular gritando, entrando nos meus tímpanos.
Cambaleei até o banheiro, me olhei no espelho.
Sim, a cara amassada não negava o esgotamento físico e mental.
Mais um dia começava sem você.
Banho, leite morno acompanhado de um cigarro.
Metrô, passos largos e apressados.
Mais um dia iniciou.
Metrô, mercado e volto para o lar.
Quando entro, me deparo com as pétalas já secas, caídas no chão.
Por instantes pensei em você de novo. Chorei, tomei um banho demorado.
Cama, reviravolta de sonhos e mais um despertar.
Era dia novamente.
Espelho, cara amassada, banho e mais uma saída.
Olho para trás e as pétalas velhas e secas ainda estavam lá.
Decidi pegá-las e jogá-las no lixo, junto com os sonhos que você me deu.
Senti uma sensação estranha, de despedida.
Acho que ali terminou mais um ciclo.
Fui seguindo meu trajeto pensativa. Será que enfim acabou?
Me reencontrei e quando voltei as rosas não estavam mais.
Os planos de sucesso voltaram e encontrei um novo sentido.
VASCO, Carolina.

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